terça-feira, 6 de março de 2018

ESCOLA, LUGAR DE TODOS

Escola, lugar de todos

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COMEÇAR DE NOVO

Começar de novo 


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           Começar de novo, isto mesmo, todo ano nós, professores pensamos assim.
           Então, vem outro pensamento: como começar de novo, fazendo diferente?
           A resposta é simples: PLANEJANDO, sempre planejando.
           Planejar precisa fazer parte da rotina do professor, pois fica muito difícil prender a atenção das crianças sem saber o que fazer o tempo todo.
            Quando se entra na sala, com a classe cheia de energia, querendo brincar, contar seus casos, aprender, falar, falar, falar e não se tem um planejamento prévio, que norteará a roda da conversa, o desenho livre, a pintura, a música, a hora da leitura, etc o fracasso é quase certo. A criança dispersa, "bagunça", não se concentra e Às vezes nem percebe que o(a) professor(a) está ali, frente à elas.
            Mas, elas agem assim por que são más? Claro que não. Elas agem assim porque a aula, as atividades do dia, da semana, não foram pensadas e, então, vem o tempo ocioso e se instala o caos.
            É claro que o planejamento tem de ser flexível, adequado à idade, ao tempo, ao ambiente e ao momento vivido. Mas, ele tem de existir.
            Planejar - Pensar Longitudinalmente Algo Necessário à Educação Justa a seus Representantes, os alunos.
            Se você tem dificuldade de pensar sobre o que fazer em sala de aula, ainda mais neste começo de ano, não se desespere. Existem muitos sites e páginas no facebook que dão ótimas dicas.
            Um deles, no face, chama-se Profissionais de Educação. Profissionais competentes apresentam atividades simples, inteligentes, interessantes para serem desenvolvidas desde os bebês até com as crianças maiores.
             Se você acredita que estes recursos não são muito válidos, pois você gosta de criar, então, mãos à obra: pegue papel, caneta e ponha a cabeça para funcionar.
             Você escolheu ser educador(a) e, para tanto, deve ter ótimas ideias.
             Seja claro(a), simples e objetivo(a) em seu planejamento. Liste ideias, pense nas estratégias para desenvolvê-las, peça ajuda de seus pares, pergunte e converse com as crianças (elas sempre têm ótimas opiniões para dividir conosco), separe os materiais necessários (busque pela criatividade, usando uma boa variedade deles), organize os espaços e o tempo e comece, sem medo de ser feliz.

              Um ótimo COMEÇAR DE NOVO, em 2018 para todos(as) vocês, Educadores(as) por excelência.

Valéria Koury
2018

DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE CONSTRUTIVISMO E SOCIOCONSTRUTIVISMO

Diferenças e Semelhanças entre Construtivismo e Socioconstrutivismo

Tanto o construtivismo quanto o socioconstrutivismo são construtivistas, porém a distinção se dá na concepção de cada teórico que estudou e criou sua filosofia: para Jean Piaget, o construtivismo acontece à partir das interações do indivíduo e do meio, para o desenvolvimento da inteligência, enquanto que para Lev Vygotsky, que buscou a resposta na Psicologia, este desenvolvimento do conhecimento intelectual é sustentado pela construção social, no âmbito das relações humanas, ou seja, o conhecimento só passa a fazer sentimento para o indivíduo no sentido que o objeto é socialmente construído.
No entanto, é preciso lembrar que tanto um quanto outro não são métodos de ensino mas, teorias elaboradas no intuito de compreender melhor  o pensamento, as ações e interações das crianças no processo de ensino- aprendizagem, onde a sala de aula se transforma em um ambiente alfabetizador em todas as áreas do conhecimento, ampliando-se além do espaço escolar.
Assim, alunos e professores tornam-se pesquisadores e construtores de seus próprios conhecimentos, através de ações em conjunto, sempre tendo como orientador o adulto, pois este já retem mais experiências e construções adquiridas. 
Neste sentido, falar em alfabetização implica em fazer os indivíduos refletirem, agirem, levantarem hipóteses sobre o objeto do conhecimento, a saber, a escrita e a leitura.
Assim, a escrita não é mera mecanização de codificação e decodificação de letras mas, sim, um processo de  produção do indivíduo, no qual é preciso se respeitar o pensamento e a própria construção do conhecimento feito por este. 

MASSAGEM E RELAXAMENTO

Massagem e relaxamento

Quando crianças pequenas estão muito agitadas, uma ótima maneira de acalmá-las e fazer massagens e relaxamentos.
Isto pode ser feito em duplas, em grupos pequenos, entre a professora e a criança e até ela mesma se automassagear.
Como fazer : comece uma criança massageando a outra; depois, passe para os braços; em seguida, peça que massageiem a cabeça, bochechas, orelhas e desçam até os ombros.
Após este percurso corporal, peça que uma das crianças da dupla vire de costas enquanto a outra a massageia, terminando com as duas de frente se abraçando.

O relaxamento pode ser feito com uma música suave ou a professora falando coisas que remetam ao descanso, como: "pense em uma praia, campo, um lugar bem calmo. Tente se ver neste lugar, onde o sol o aquece, a brisa faz seus cabelos esvoaçarem e você sinta-se bem, etc", com as crianças de olhos fechados, pernas e braços relaxados até o final deste momento.
Deixe uns minutos todos em silêncio pra que acalmem-se verdadeiramente.
Quando acreditar que todos conseguiram relaxar, peça que abram os olhos devagar, dobrem as pernas com os pés ao chão, sentem-se vagarosamente, levantem-se erguendo a cabeça por último
Em seguida, faça um alongamento de braços, coluna, pernas, cabeça para que possam voltar às atividades sem agitação.

Tanto a massagem quanto o relaxamento ajudarão também na socialização, interação, respeito ao outro e a si mesmo, conhecendo e se reconhecendo como indivíduo pertencente ao ambiente em que convive com os outros.

Espero ter ajudado e que cada professor crie mais e mais oportunidades para seus alunos, crianças, indivíduos sejam felizes.
Abraços

Valéria Koury
2017    


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CRIANÇA MIMADA, FRUSTRAÇÃO, FALTA DE EDUCAÇÃO

CRIANÇA MIMADA, FRUSTRAÇÃO, FALTA DE EDUCAÇÃO

Você já deve ter visto ou passado por situações semelhantes a estas, não? - criança se jogando no chão e gritando porque não recebe o que quer na hora que está pedindo; gritando, se debatendo porque não ganhou o que queria, na hora que queriam, entre outras.
Você consegue perceber que estes comportamentos são de criança mimada e indica, sim, falta de educação?
E por que a criança mimada age assim? Algumas possibilidades são possíveis, como, por exemplo, a ausência acentuada dos pais, que trabalham muito para sustentarem a família e, por vezes, deixam a criança por horas na escola, com parentes ou outros cuidadores, o uso excessivo da TV, como forma de distrair a criança e hoje, mais que nunca, o uso abusivo de aparelhos tecnológicos (tablets, celulares, etc).
Estas possibilidades causam na criança pequena, principalmente, uma série de frustrações com as quais ela não sabe lidar e acaba usando a culpa que os pais sentem para manipulá-los a seu favor, o que gera a falta de limites, tanto no ambiente familiar como social.
Desta maneira, a criança testa a paciência e a tolerância dos adultos. Uma vez que ela percebe que os pais dificilmente a repreenderão em público, age de forma a levá-los a fazer o quer e isto cria um círculo vicioso que só terá fim quando os adultos impuserem à ela os seus próprios limites.
Criança sente a necessidade de sentir que seus pais ou outros adultos que lidam com ela constantemente são firmes em suas decisões e condutas, percebe que são eles que conhecem o que é melhor e mais seguro para ela e ir além dos limites significa que ela está testando a capacidade deles de agirem e reagirem frente seu comportamento de criança mimada.
Então, o que fazer frente a tais situações?



  • Tenha controle da situação. Lembre-se: quem sabe o que é melhor para a criança são os adultos e não ela.
  • Seja firme. Não volte atrás em uma decisão. A criança precisa confiar e sentir-se segura com a decisão do adulto.
  • Dê limites. Uma criança mimada é manipuladora e sabe o “ponto fraco” dos pais.
  • Não compense o tempo que você passa fora com presentes ou guloseimas. Meia hora de brincadeiras, conversas e atenção é melhor do que um dia inteiro sem nem olhar para a criança, mesmo estando junto à ela.
  • Dê tarefas para que as crianças cumpram de acordo com a idade e maturidade delas. Estimule a independência e construa a sua autonomia.
  • Faça combinados e mantenha as regras, em quaisquer circunstâncias, ainda que precise flexibilizar algumas.
E lembre-se: a criança não deixará de amá-la (o) por vocês dizer NÃO, mas por você ser sempre condescendente e não prestar atenção nas suas necessidades.
Valéria Koury
2017

TRABALHANDO COM TECIDOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

TRABALHANDO COM TECIDOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A estratégia de usar tecidos para trabalhar conteúdos na Educação Infantil não é nova e deve ser do conhecimento de muitos educadores mas, é sempre bom lembrarmos dela, pois pode ficar meio esquecida, já que tantas outras são utilizadas para que se atinjam os objetivos desejados.
Na verdade, eu digo "brincar" com os tecidos mais variados possíveis, o que leva as crianças pequenas a desenvolverem a imaginação, a personalidade, a autoconfiança, a autoestima, a autonomia, além de outras áreas do conhecimento pertinentes à esta faixa etária, como a oralidade, o movimento, a leitura corporal e espacial, a criação de histórias, a matemática, a socialização, as linguagens artísticas, as ciências naturais e sociais.
Panos grandes, pequenos, de todas as cores e texturas, de várias larguras ajudam a estimular as crianças a se divertirem também, sim, porque aprendizagem tem de ser divertida e não "engessada" pelo medo do desconhecimento, da indisciplina, da falta de controle por parte dos adultos.
O adulto também pode participar da brincadeira, fazendo sua própria criação, seja ela uma fantasia improvisada, uma história criada na hora da brincadeira, além de interagir mais de perto com as crianças e entendê-las muito melhor.
Como fazer? Dá trabalho? Precisa de um esforço enorme ou um grande preparo? Não, definitivamente não. Precisa despojamento, boa vontade e um planejamento legal, adequado à sua classe. Pronto! Só isto basta. Coloque tudo no meio da sala de aula e diga:"vamos brincar?!"
E então, educadores, VAMOS BRINCAR DE IMAGINAR usando tecidos?

Valéria Koury
2018





25 verbos para construir sua vida

25 Verbos para Construir sua Vida

25 VERBOS PARA CONSTRUIR SUA VIDA
Amar, verbo transitivo direto, indireto e pronominal. Isto é o que diz o dicionário da Língua Portuguesa, usado entre nós, brasileiros.
Mas, Amar é muito mais do que esta simples definição.
Quando se ama alguém nossos sentimentos parecem viver um turbilhão de emoções. E não apenas o emocional se desiquilibra, muitas vezes nosso corpo apresenta sensações que ora parecem ser dores, ora um inebriante prazer pela vida, sem sabermos bem o que está acontecendo.
Porém, amar não é para qualquer um, não. Alguns usam este verbo para se referir à coisas e animais. Não! Amam-se pessoas. O restante podemos admirar ou gostar.
Quando dois seres se encontram, se olham e entreolham e sentem um calor interno, um rubor nas faces, um “ficar sem jeito”, sem saber bem onde colocar as mãos, aí sim está começando um amor.
O convívio, as risadas juntos, o conquistar diariamente, cada um à sua maneira, fazem com que duas pessoas, que antes eram apenas um, tornem-se unidos por um sentimento muito maior do que a descrição do dicionário.
No entanto, para amar é preciso respeitar a si mesmo e ao próximo, seja aquele (a) que viverá junto para sempre ou a um familiar, um ente muito querido.
Viver lado a lado com alguém não é tarefa fácil. É preciso beber, a cada dia, um golinho de vida, sorrir na tristeza, viajar pelo mundo, enriquecer com carinho e afeto cada momento e reunir forças e coragem para as dificuldades e obstáculos que surgem e surgirão.
Conviver e curtir a vida a dois ou com a família e amigos é exercitar o amor, é gargalhar por nada, dançar em corda bamba com a confiança de saber que irá sonhar voar, brincar sem medo de ser feliz.
Nossos olhos são a melhor máquina para fotografar tudo em nossa volta. Então, observe, ouça, converse com você mesmo (a) e nunca deixe de observar, ouvir e conversar com o outro (a) a seu lado, pois acolher sempre traz muito prazer, tanto para quem acolhe como para quem é acolhido (a).
Coma o suficiente, beba o bom da vida e trabalhe apenas para que você consiga satisfazer seus desejos e necessidades.
O restante, deixe por conta do prazer e da alegria de viver, assim quando lá na frente você relembrar tudo o que passou, terá a certeza que fez o que deveria ter feito, com o coração pleno de AMOR, pois saberá exatamente o seu significado.

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ENTENDENDO UM POUCO O LÚDICO PARA AS CRIANÇAS PEQUENAS

Entendendo um pouco do lúdico para as crianças pequenas


Entendendo um pouco do lúdico para as crianças pequenas

Brincadeiras, mímicas, canções, narrativas, trava-línguas, cabras-cegas, unidunitês, jogos de adivinhar, dentre outros elementos, fazem parte de nosso lúdico e imaginário infantil. Infelizmente, temos a tendência a esquecermos, com o passar do tempo, deste momento tão feliz pelo qual, a princípio, toda criança vive ou viveu.
Um trava-língua é excelente instrumento para desenvolver habilidades linguísticas, no trato com o verbo falado, podendo servir como primeiros passos no processo de desenvolvimento de futuros profissionais da fala.
Os jogos de adivinhação também têm a serventia de aguçar a curiosidade e fazer os pequenos pensarem. Esta brincadeira oral faz a mente buscar respostas para seus mistérios de decifrar e nisto se exercita alegremente, desenvolvendo aptidões novas e colocando em movimento uma espécie de divertida descoberta do mundo e seus mistérios.
Assim, imaginar faz parte da cultura infantil. Um exemplo são os Quitapenas, pequeninas bonecas de origem dos povos indígenas da Guatemala, que representam muito bem este imaginário. De fácil fabricação artesanal – você não precisa de muito mais do que palitos de sorvete, linhas para costura e muita criatividade para enfeites - são brinquedos que cabem na palma da mão.
O folclore daquele país conta que quando a criança não consegue pegar no sono, pois está aflito e com medo, pode contar os seus problemas para a quitapena, depois guardá-la debaixo do travesseiro, e pronto: a “pena” se vai e leva junto tudo o que a incomoda. Segundo as lendas, muito populares na cultura guatemalteca, a insônia será enxotada e as angústias serão aliviadas pelo simples fato de narrarmos nossos males para as bonecas. 
Portanto, o lúdico é coisa séria na história. Em um estudo muito interessante, publicado em 1938, Johan Huizinga propôs que seria mais adequado que mudássemos o nome da espécie de homo sapiens para homo ludens. Pois tudo no nosso passado e no nosso presente indica  as culturas  de todos os povos que jogam, brincam, cantam, dançam, constroem brinquedos para fazer da infância um momento de alegria e paz.


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Texto adaptado por Valéria Koury
2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

DESENHO E PINTURA

             Desenhar e pintar são duas habilidades que coexistem desde que a humanidade começou a criar formas de se comunicar.
             O homem pré-histórico, vivendo nas cavernas, sendo nômade, sentiu a necessidade de comunicar ao seu grupo social os locais de caça, o que havia para caçar, marcando nas paredes com tintas feitas a partir de sangue de animais, folhas e terra, tudo o que lhe convinha para a sobrevivência. São os desenhos e pinturas rupestres.
             Com a ampliação dos conhecimentos, das técnicas e da tecnologia tudo mudou desde aquela época mas, o que não mudou foi a necessidade de interagir, de se comunicar com o outro, seja próximo ou distante.
              Além disto, a curiosidade move a criação humana, que não tem limites para o imaginário, seja em forma de imagem escrita, escultura, pintura, desenho ou imagem gráfica.
              Desenhar e pintar levam o espírito a uma viagem de cores e formas, elevando a alma, permitindo reflexões a respeito de si e do mundo, em uma espiral de sentidos e sentimentos.
              Aquele que busca calma, paz, tranquilidade para realizar transformações precisa entrar neste mundo mágico, preenchendo a vida com um colorido novo, em novos formatos, visualizando à sua frente um mundo melhor para todos.
           
Valéria Koury
2018
                                                          Resultado de imagem para imagens de desenhos e pinturas

OS BEBÊS

OS BEBÊS

Para que um bebê aprenda a falar, ele precisa ouvir, desde o seu nascimento, os sons das vozes.
Portanto, é necessário que alguém esteja sempre falando perto dele.Mas, como se dá esta aprendizagem? Ao ver e ouvir outra pessoa ele vai captando seus gestos faciais, seus movimentos, seu olhar, sua maneira de falar, percebe o seu timbre de voz e começa a identificá-la cada vez que a pessoa interage com ele.
Asim se inicia o processo de comunicação: através da linguagem, tanto oral como gestual. O bebê vai construindo sua própria voz, sua musicalidade e modula ou molda seu próprio jeito de falar e se comunicar.
Geralmente, são os pais os primeiros a participarem deste processo de construção das linguagens, mas todo adulto ou mesmo criança que entre em contato com o bebê estrá propiciando este processo, pois é muito importante que o pensamento do bebê seja reconhecido e reafirmado a cada momento.
Ele vai, também, construindo seu ritmo interno, que ajudará na elaboração de seu equilíbrio, sua lateralidade e reconhecimento do espaço que ocupa.
Além da fala nas conversas entre adulto-bebê, outra atitude muito importante é a leitura de histórias e a musicalidade. Esta duas juntas fazem com que o repertório da criança pequena seja ampliado dia-a-dia, o que facilitará à ela a aprendizagem de outras duas linguagens: leitura e escrita, o que a levará à uma socialização e internalização de conceitos muito mais facilmente adquiríveis.
Brincar e apropriar-se da linguagem oral, lida e escrita tem nesta idade de ouro da aprendizagem papel extremamente relevante para a formação da personalidade do bebê. É a interação do outro através destas linguagens que construirá a forma como ele crescerá e aprenderá.
A escolha adequada das narrativas fará com que o bebê passe a apreciar e sentir prazer na aprendizagem da alfabetização, uma vez que as imagens e os textos levam a mente a viajar por caminhos antes desconhecidos ou refazer estes caminhos por novas trilhas de descobertas fantásticas.
Através destas narrativas a criança brinca com o imaginário, com seus medos e desejos, suas semelhanças e diferenças entre ela e os personagens, com suas oposições e raivas, suas alegrias e emoções. com o que lhe é permitido ou proibido e acima de tudo ela se torna capaz de fazer escolhas.
Mas, para que isto aconteça é precisa saber quais são as histórias e os livros de boa qualidade, pois a criança sabe reconhecer o que é bom ou ruim e logo irá se desinteressar por coisas que não lhe dão nenhum significado próprio.
Ela transforma as histórias em suas vivências, muda aquilo que não lhe convém, cria e recria com criatividade o que lê e ouve e faz do mundo dos livros um rico reino de imaginação.
Portanto, nunca deixe de ler e falar, conversar com seus pequenos, sejam bebês ou crianças maiores. Você, adulto, é responsável por esta etapa MARAVILHOSA, na vida deles!

Valéria Koury
2018


                                           

NOSSA BAGUNÇA INTERIOR

                Você já prestou atenção em como anda sua casa, ultimamente? Olhe em volta e veja se as coisas estão nos devidos lugares. Em sua sala há exatamente o que deveria estar ou tem papéis pelo chão, sapatos jogados, copos e pratos largados? A pia de sua cozinha está cheia de louça suja e as panelas usadas continuam sobre o fogão? Sua cama foi arrumada pela manhã ou as cobertas estão reviradas? Agora, vá até suas gavetas....tudo parece que foi remexido, revolto por um tufão, não é?
                 Bem, segundo o Feng Chui quando nossa vida está uma bagunça nossa casa se torna o seu reflexo e é preciso começar a colocar cada coisa no devido lugar para que nossa alma e espírito também consigam se acomodar novamente e restabelecer a ordem interna.
                 Ou será que você gosta de chegar em casa e ver tudo fora do lugar, tendo a sensação de não ter onde ficar em paz?
                 Comece jogando fora o que não te serve mais, sejam objetos ou roupas, aquilo que está quebrado e não tem mais conserto.
                 O que sobrar ponha de volta no lugar certo. Sinta o que e coo isto poderá mudar suas atitudes em relação à você mesmo e à sua vida.
                 Aos poucos tudo vai entrando nos eixos, seu ânimo volta, seu espírito se alegra e você volta a ser aquela pessoa que todos querem ter como participante de suas jornadas.
                 Experimente, não custa muito. O mais difícil é o primeiro passo.
                 Mas, não vale fazer isto uma única vez, faça sempre para sempre poder estar bem com você mesmo.
                 Um grande beijo.
                 Ah! uma dica: arrumar tudo é bem mais gostoso em dia de chuva, pois é quando não se tem muito a fazer.


                                                         Resultado de imagem para imagem de uma casa arrumada

valéria koury
2018



OS BEBÊS E A BIRRA

OS BEBÊS E A BIRRA


              Quem nunca passou por uma birra de seu bebê? Ou, então, viu um bebê fazendo birra no supermercado, por exemplo, e pensou: "nunca vou permitir isto com um filho meu...."
               Pois engana-se a pessoa que pensa assim, pois a birra faz parte do crescimento, do desenvolvimento e da aprendizagem da criança.
               Porém, a psicanalista Patrícia Cardoso de Mello (http:/www.paisefilhos.com.br/culpa-nao/bebe-nao-faz-birra#sthash.rF66DjBu,dpuf), explica que até mais ou menos o primeiro ano do bebê o que ele faz não é birra, mas uma forma de ele se "posicionar diante das negações dos adultos". 
               Nesta idade, o melhor é pegar a criança no colo, acalmá-la, acolhê-la, abraçá-la, para que ela perceba que é amada e compreendida.
               A birra é um comportamento de crianças que estão aprendendo a lidar com limites e imposições externas a ela.      
               O choro, os gritos, as batidas dos pés, ou até se jogar no chão, podem demonstrar que algo está errado, que ela pode estar sentindo algum incômodo, dor, fome, sede, febre, etc. Além de seus próprios mal-estares, ela pode sentir angústia ou um estado emocional ruim, da mãe ou do pai, e ressentir-se também.
               Lidar com estes momentos é a parte mais difícil, tanto para os pais quanto para a própria criança, que ainda não entende bem o porquê deste comportamento.
               Tentar explicar para o pequeno que você, adulto, não gosta de sua atitude é um bom início para melhorar o conflito e evitar participar deste jogo também.
               Além de tudo, quando os adultos próximos à criança conseguem lidar com ela nestes momentos, estarão evitando que ela se torne uma pessoa com sentimentos de rejeição e que se comporte da mesma maneira na idade adulta. 
               Lembre-se: por mais que doa ter de ser firme com os bebês para diminuir, gradativamente, os momentos de birra, eles serão gratos por se tornarem adultos equilibrados, no futuro.

Valéria Koury
2018

                                                

A Páscoa

A Páscoa
Hum, que delícia! Chegou uma das festas mais gostosas do ano, quando nosso pensamente está voltado para chocolates, muitos chocolates.
Todos nós vamos em busca do mais recheado, o mais saboroso, o maior, o melhor.
Mas, não podemos nos esquecer do verdadeiro sentido da Páscoa, a ressurreição de Cristo, a renovação da vida. 
É um momento de reflexão sobre o que passou e sobre o que se pretende para o futuro.
É um momento de se perdoar para poder perdoar os outros.
É compartilhar o amor, a paz e a solidariedade.
Transmitir estes valores às crianças deve ser, antes de tudo, a maior missão de pais e educadores, para que elas possam crescer como cidadãos honestos, com caráter do bem, com sabedoria e compaixão.
Vamos investir mais nestes sentimentos e menos no valor material, seja do consumo em forma de presentes, seja como o delicioso chocolate.
Sem deixar, é claro, de fazer a alegria da garotada, porém com menos ênfase na guloseima. 
Que tal?

UMA FELIZ PÁSCOA A TODOS OS MEUS LEITORES E SEGUIDORES.

Valéria Koury
2018

Os hemisférios cerebrais e o desenho

           Quando o cérebro da criança pequena está em desenvolvimento, os dois hemisférios de seu cérebro não são especializados para exercer funções diferentes (EDWARDS, 2000). 
         A consolidação destas funções vão se processando gradualmente, através da aquisição de aptidões linguísticas e simbólicas, como arte infantil.
           Ao atingir, mais ou menos, os 10 anos, a criança está com esta lateralização mais definida, porém usa o lado esquerdo do cérebro para executar uma função que deveria ser do lado direito, ou seja, desenhar, uma vez que o esquerdo é o lado dominante, pois é ele que realiza as atividades da razão e da fala.
            Quando criança, o indivíduo pequeno vê-se em uma crise artística, entre suas percepções do mundo e seu nível de aptidão. Além disto, o adulto geralmente influencia a crítica infantil, ou elogiando aquilo que a própria criança sabe que não corresponde às suas necessidades artísticas, ou desincentivando-a a continuar sua empreitada de rabiscos, tornando-a frustrada.
            Em geral,  criança culpa seu desenho pela sua frustração e não o adulto, crítico e irresponsável. Isto leva a criança a deixar de desenhar e, quando ela também se torna um adulto, ao ser convidada a fazer um desenho, sente-se ridícula ao terminá-lo.
              Assim, a maioria das crianças torna-se muito crítica de si mesmas e raramente voltam a desenhar quando adultos, a não ser por um interesse próprio, pessoal ou profissional e, para isto, precisam buscar cursos que os levem ao prazer de suas necessidades artísticas.
              Por volta de um ano e meio, quando pega um lápis e rabisca um papel, a criança sente um prazer enorme em ver sua marca deixada ali, não importando à ela o que isto representa simbolicamente, mas sim física e emocionalmente. 
              Os movimentos circulares das mãos (usam as duas, sem a preocupação de direito e esquerdo) provavelmente advém dos movimentos realizados pelos braços, ombros, punhos, mãos, dedos, em um conjunto único, uma vez que estes movimentos são os mais naturais ao ser humano.
              Com seu desenvolvimento ainda em processo, a criança começa a perceber que aquilo que ela "rabisca" ou marca no plano representa algo, como o pai, a mãe, o  cachorro,  o carro, tudo em uma mesma marca.
               Neste momento, ela começa a apresentar mais as figuras "humanas", ou seja, círculos com olhos enormes, boca, braços e pernas,que podem sair da cabeça,  esquecendo-se das orelhas e cabelos, que, para ela, são apenas apêndices da figura. Estas ainda podem ser uma pessoa ou um animal, sem muita distinção.
               Por volta dos quatro anos, ela começa a ter mais consciência dos detalhes do real, como roupas com botões, sapatos, laços, flores, pássaros, etc. pois seu mundo visual já está muito mais expandido. Desenham repetidas vezes a mesma imagem, para memorizar os detalhes e acrescentar novos.
               Para elas, neta fase, o desenho conta histórias e resolvem problemas, principalmente familiares. O pai pode estar representado muito grande perto da mãe, que é aquela que fica em casa e a tudo se dedica, sem muita valorização. A irmã que a instiga o tempo todo pode estar representada bem pequena ou muito grande, conforme o sentimento que a criança nutre por ela.
               Mais tarde, entre os seis e sete anos, suas paisagens são ricas em coisas que são muito importantes para ela, como a casa, o céu, as árvores, animais preferidos e começam a usar a cor para representar a realidade, assim a grama é verde,  o sol é amarelo e o céu é azul.
               A casa desenhada pode ter janelas com cortinas, número na porta, maçaneta, jardim, pássaros, flores e, mesmo morando em um lugar em que as chaminés não são comuns, elas aparecem quase sempre nos desenhos das casas.
               A partir desta fase, as crianças maiores, já mais adolescentes, passam a buscar mais a realidade, acrescentando muitos detalhes, ressaltando a aparência das coisas, demonstrando maior complexidade, porém, também, parecem regredir um pouco na segurança que outrora tinham ao desenhar.
               Começam a surgir as diferenças sexuais: meninos desenham super heróis, carros, armas, meninas desenham príncipes e princesas, flores, etc. 
                Quando chega a fase do realismo, o adolescente já está tão imbuído do mundo  que o cerca, que ele não mais admite executar o que chama "desenhos de bebê". Tudo o que ele fez até agora lhe parece um verdadeiro absurdo, uma vez que o mundo adulto o impele a fazer coisas produtivas, que o levem a um sucesso social.
                Voltando a falar dos hemisférios do cérebro, ou seja, os lado direito e esquerdo, o conflito aparece entre ambos, pois o esquerdo, como já foi dito, dominante, não admite as viagens imaginativas do lado direito e os símbolos convencionais são muito mais fortes do que a visão pode enxergar.
                 Então, se  o indivíduo quer desenhar, por exemplo uma cadeira ou um vaso com formas distorcidas, o lado esquerdo, racional lhe diz que não pode, pois uma cadeira e um vaso têm uma forma definida socialmente. Assim, o desenhista acaba transformando palavras e ideias pré concebidas em imagens, sem perceber realmente o que tem diante de si.
                 Seria precisa que o desenhista, observador do que o rodeia, olhasse com os olhos da emoção e não da razão aquilo que vê, deixasse o lado direito do cérebro levá-lo em uma viagem com as asas da imaginação, colocando de lado o que exatamente correto ou incorreto, usasse o lápis com a mão livre da alma e da paixão.  
                 

VALÉRIA KOURY 
2018
texto baseado em leitura de "Desenhando com o lado direito do cérebro"
                                              EDWARDS, Betty. Ediouro, RJ. 2000
             

Sun, Desenho De Crianças, Imagem

              

A MÚSICA NA VIDA HUMANA

A MÚSICA NA VIDA HUMANA

         A música sempre esteve presente em todos os momentos da vida, de todas as pessoas, de algum modo: nas festas, nas igrejas,  nas guerras, nas vitórias e derrotas, nas tragédias e nas alegrias.
         Os primeiros sons ouvidos pelo homem talvez tenham sido os da natureza para depois descobrir sua própria voz e perceber os sons de seu próprio corpo e dos animais.
         Costuma-se dizer que a música é matemática pura, pois ela é um infinito de combinações que podem agradar, ou não, os ouvidos humanos.
         Não é à toa que a criança pequena gosta de ouvir músicas tocadas, cantadas, com ou sem rima, vindas de vozes de outras pessoas e, principalmente, daquelas que são mais próximas de si, como seus pais, avós, irmãos, tios, amigos.
         No entanto, ela gosta, também, de ouvir sua própria voz, cantarolando ou cantando os versos que reconhece nas músicas e melodias ouvidas na mídia, no rádio, na tv, em casa, na escola, na rua, etc.
         Extravasamos nossas emoções e alegrias cantando e não só ouvindo. Uma experiência bem familiar disto acontece quando se ouve alguém cantando "Parabéns" seja na língua que for. Quase que imediatamente todas as pessoas em volta, sejam crianças ou adultos, começam a acompanhar a cantoria, em uma homenagem universal.
         As crianças pequenas gostam de se expressar através da musicalidade, usando a voz, o corpo, instrumentos fabricados ou construídos por elas mesmas. Também exaltam o amor e a raiva através dela, criando, muitas vezes, suas próprias canções, que não devem ser ridicularizadas, pois fazem parte de seu acervo musical.
         Quando brincamos com elas de "Qual é a música?", por exemplo, várias são as vezes em que os pequenos inventam suas melodias musicadas, sem rimas e aleatórias, mas que fazem todo o sentido para elas. Assim, juntam pedaços de versos de várias quadrinhas e criam novas para expressarem-se, com alegria ou tristeza, com o único desejo de cantarem e se ouvirem.
         Afinal, a música como cultura da humanidade alimenta a alma e o espírito, que só quem a experimenta pode avaliar o quão importante ela é para o indivíduo e para a coletividade, pois flui de nós para os outros, de dentro para fora, mesmo que sem técnicas ou teorias musicais, sendo uma parte essencial da vida humana.

Valéria Koury
2018

O HOMEM E A ARTE

O HOMEM E A ARTE

   A arte, de forma geral, revela os valores estéticos, éticos, morais e a significação das potencialidades humanas.
      Revela, também, sentimentos, identidades e características individuais e próprias, o coletivo cultural da humanidades, através de diversos elementos para vários fins.
      Assim, à partir desta visão geral e ampla, pode-se apresentar um discussão sócio-cultural das suas diferentes manifestações, como a dança, o desenho, a pintura, a escultura, o cinema e a televisão, a literatura, a música, a xilogravura e tantas outras formas artísticas que foram criadas pelo homem.
    Falar sobre arte não pode se limitar a apenas uma de suas manifestações ou à uma única concepção, uma vez que cada ser, individualmente, cria sua própria visão imaginativa dentro de seu significado, interagindo nos conceitos sociais e culturais em que vive.
      Discutir a arte é alicerçar-se em suas próprias convicções, ampliando-as através e a partir do outro interativo, desde que se tenha uma visão aberta para horizontes mais longínquos, evitando-se assim arquétipos pré-estabelecidos, estanques e engessados na criação da obra humana.
    O objetivo de quem propõe a arte precisa estar sempre voltado a fazer com que o indivíduo compreenda o homem contemporâneo em sua totalidade, desfazendo mitos de um "ser repartido", fragmentado e desconectado do mundo em que vive.
   Desta maneira, retratar algumas destas infinitas vertentes da criação humana, refletindo, simbolizando e materializando seu dom imaginativo faz com que cada um assuma seu lugar na sociedade de forma consciente, atuante, participante e comprometida com a coletividade, deixando de pensar apenas em si para se voltar ao próximo, levando a ele o melhor da vida através do interesse íntimo do ser criador.
     Nesta perspectiva, e pensando na criança pequena, a dificuldade de comunicação e de manter relações afetivas e em relação a adolescentes, a dificuldade da superficialidade dos relacionamentos, o individualismo e o egocentrismo, a solidão e o isolamento, pode ser abordada nas diversas manifestações artísticas e culturais, levando a uma reflexão interior, a partir de si mesmos e de suas construções produtivas, não com olhos ao que será aceito socialmente, mas sim, aceito por cada ser criador.
      Em um mundo em que se valoriza tanto o EU e o consumo, tão multifacetado, crianças e jovens parecem necessitar de mais oportunidades para se desenvolverem livremente, sem a pressão obsedante de resultados e metas a serem alcançadas profissionalmente (notas, vestibulares, escolhas profissionais, etc), inclusive se permitindo sentirem-se introspectivos em certos momentos, para se autoconhecerem melhor e mais profundamente, vendo-se através de um olhar mais cuidadoso para seus verdadeiros desejos.
      Ah! como seria bom se deixássemos nosso lado direito do cérebro funcionar mais livremente que o esquerdo. O hemisfério cerebral direito é mais ágil no processamento das emoções e, portanto, consegue expressar mais facilmente os sentimentos positivos, que geram o senso estético e ético das artes, fazendo com que os sentimentos de medo, raiva, mágoa e outros sejam afastados no momento da criação. Melhor dizendo, quando usamos mais o lado esquerdo do cérebro trabalhamos mais racionalmente que emocionalmente, o que pode conduzir à uma criação menos expressiva e mais racional, pensada e equilibrada.
      Não que o lado direito do cérebro não expresse sentimentos negativos, muito pelo contrário, nele estes também estão presentes. Mas, a liberdade de expressão sem pressão se dá via hemisfério direito.
      Portanto, se você quer ser criativo procure formas de usar o lado direito de seu cérebro, desenhe, por exemplo olhando uma imagem de cabeça para baixo e seguindo as linhas que vê e não a imagem que pensa que vê. Você irá se surpreender com o resultado.
      Experimente o mundo por outros olhos! Sinta, toque, cheire, movimente-se, ouça através de seu corpo todo e de seu espírito, deixando-os livres para exercerem o que o homem faz de melhor: CRIAR.
                                                             
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BRINCAR - OS PRIMEIROS TRAÇOS PARA A VIDA ADULTA

BRINCAR - OS PRIMEIROS TRAÇOS PARA A VIDA ADULTA

      Você já observou sua criança brincando com seus brinquedos simbólicos e imaginários, como bichos de pelúcia, carrinhos, bonecas, tampas e panelas? Não? Se você parar e prestar atenção em suas brincadeiras poderá perceber que ela consegue transformar qualquer objeto em um super-herói, em um detetive, um astronauta, um pai ou uma mãe, ou ainda a professora adorada ou odiada.
     Estas ações do universo infantil retratam que ela ( a criança) vive seu mundo narcisista e onipotente, onde ela se concentra de tal forma que o adulto só consegue entrar quando ela ( a criança) o permite.
         Através destas brincadeiras simbólicas a criança remodela a interferência que recebe e que sofre de conceitos e contextos do mundo real; desta maneira, ela adapta e se defende da maneira que vê o mundo autoritário, confuso e, muitas vezes, irônico dos pais, fazendo uma leitura própria de seu mundo, sem ser cruel (ainda que assim o pareça), apropriando-se do espaço adulto pela forma que enxerga o ambiente e as suas representações dos seus alter egos.
         Assim, a criança transita entre o real e o imaginário, de maneira lúdica, sensível e sutil.
       Muitas vezes, a criança usa um objeto transacional, como um bicho de pelúcia, um pano, um cobertor, para superar frustrações, assumindo estes objetos o papel de ego auxiliar, o porto seguro de seu consciente.   
     Os objetos em questão funcionam como algo passível de ser interpretado, atingido em sua compreensão, criando vida como ponte entre o mundo imaginário e o real, servindo de um "anestésico" para o universo adulto, duro e real, amortecendo fantasias, mágoas, emoções, descobertas e desilusões. 
       A criança muda, constantemente, de referência. "A realidade, nesta fase, depende profundamente da situação" (Watterson, 1985). Portanto, quando para um adulto a criança está categoricamente mentindo, para ela (a criança) há uma forte convicção de que o que diz ou faz é a mais pura verdade.
       Ao brincar a criança situa seus primeiros passos para a fantasia, e as brincadeiras proporcionam à criança a possibilidade de  experimentar emoções, sentimentos, perdas, frustrações. 
       Segundo Klein (1882-1960), "é na brincadeira que se exteriorizam os jogos internos, como um meio de obter prazer pela manipulação da angústia". e isto a leva a uma elaboração projetiva. 
     Desta maneira, para Winnicott (1896-1971), "as crianças o fazem para dar vazão aos seus impulsos agressivos e coléricos, num cenário que ela conhece e que todos aceitam". Portanto, a criança vivencia emoções, interage com o mundo real através do imaginário, tateando os mundos interno e externo de seu ambiente. 
       Dentro destes conceitos, o adulto tem um papel muito importante na construção da personalidade infantil, como a mãe que protege, o pai que ampara, os avós que sublimam seu ego e, se estes, conjuntamente, conduzirem esta passagem da infância para o pós-infância de forma bem feita, um adulto completo estará em formação. Isto se dará se o objeto de transição, citado anteriormente, for bem compreendido.
        A escola também precisa compreender este objeto transicional, pois quando a criança começa a fazer parte deste mundo educacional, tão diferente de seu lar, muitas vezes a criança precisa dele como apoio, segurança e autoafirmação. Quando a escola não respeita este momento da criança ela estará levando-a a frustração, angústia e mágoas. Ao contrário, quando ela o aceita como uma fase necessária à superação da separação momentânea da família, ela (a escola) respeitará não só a criança como suas emoções, sentimentos e dúvidas.
        Portanto, cabe a todos os adultos facilitarem à criança a sua adaptação ao mundo real através dos brinquedos e brincadeiras em que a fantasia e a imaginação são os seus instrumentos mais próximos da sua realidade.

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Valéria Koury
2018